O que é?

No Brasil, cerca de 3% da população acima dos 40 anos sofre de glaucoma. Este é um problema sério que pode causar a cegueira. O glaucoma acontece quando o nervo que liga o olho ao cérebro é danificado, e muitas vezes está relacionado ao aumento da pressão do humor aquoso, que é o líquido que nutre a córnea e o cristalino.

O humor aquoso é continuamente drenado pelos dutos que ficam ao redor da parte interna do olho. Quando alguns desses canais ficam obstruídos, o líquido acumula e a pressão dentro do olho aumenta..

Tipos de glaucoma

Glaucoma congênito - este tipo de glaucoma está presente desde o nascimento, seja por uma má formação durante a gravidez ou por uma questão genética. Em geral, a criança nasce com os olhos embaçados e, com o passar do tempo, também lacrimeja bastante.

Glaucoma secundário - neste caso, a pressão nos olhos aumenta por causa de outros problemas, tais como: catarata avançada, traumas na região dos olhos, uso excessivo de medicamentos com corticoide ou após doenças inflamatórias oculares.

Glaucoma de ângulo aberto - é o tipo de glaucoma mais comum. Geralmente, os sinais e sintomas dele só são percebidos quando o dano no nervo óptico está muito avançado. Glaucoma de ângulo fechado - é um tipo raro. Pode causar sintomas como dores na cabeça e nos olhos.

Fatores de Risco

Alguns fatores que aumentam o risco de desenvolver a doença não podem ser controlados, mas existem alguns que podem. Veja quais são fatores de risco do glaucoma:


Fatores não controláveis

  • Idade - pessoas acima dos 40 anos;
  • Etnia - pessoas negras, asiáticas ou hispânicas correm mais riscos de ter glaucoma;
  • Histórico familiar - pessoas com casos na família de glaucoma tem mais chances de desenvolver o problema;
  • Problemas de visão, como miopia ou astigmatismo;
  • Problemas de saúde, como diabetes ou catarata avançada.

Fatores controláveis

  • Consumo excessivo de medicamentos com corticoide.

Prevenção

Existem algumas formas de prevenção do glaucoma ou da evolução do problema, por exemplo:

Acompanhamento com oftalmologista - ir ao oftalmologista, pelo menos uma vez por ano, e fazer todos os exames que ele pedir permite o diagnóstico precoce e aumenta as chances de controle da doença e evita o avanço do glaucoma.

Exercícios físicos - ajudam a reduzir a pressão ocular. Mas, antes de começar a praticar, consulte um médico para saber os mais indicados para você e se há alguma limitação.

Proteção dos olhos - algumas lesões na região dos olhos podem levar ao glaucoma, então é importante utilizar proteção quando em algumas atividades. Por exemplo, quando usar ferramentas que produzam partículas ou faíscas.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas do glaucoma dependem do estágio que se encontra, por exemplo em seu estágio inicial é assintomático, mas no geral podemos identificar os seguintes sintomas:

Glaucoma congênito

  • Sensibilidade à luz;
  • Olhos lacrimejantes;
  • Olhos embaçados;
  • Aumento do globo ocular.

Glaucoma de ângulo aberto

  • Manchas na visão central ou periférica;
  • Escurecimento da visão, como se estivesse enxergando através de um túnel;

Glaucoma de ângulo fechado

  • Dores de cabeça;
  • Dores nos olhos;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Visão embaçada;
  • Olhos vermelhos;
  • Ver anéis de luz.

Caso você apresente um ou mais dos sinais e sintomas listados acima, isso não significa que você tenha a doença. Mas procure um oftalmologista para ele fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Diagnóstico

Para fazer o diagnóstico do glaucoma, o oftalmologista pode pedir alguns testes, tais como:

  • Tonometria - mede a pressão ocular;
  • Teste de campo de visão - identifica se há falhas no campo de visão central e periférica;
  • Paquimetria - mede a espessura da córnea;
  • Gonioscopia - analisa o ângulo da câmara anterior dos olhos, que é onde ocorre a drenagem do humor aquoso.

Tratamento

É muito importante não se automedicar se você perceber que está com algum problema de visão para não mascarar ou agravar. O tratamento do glaucoma deve ser indicado por um oftalmologista e pode incluir:

Medicamentos - são usados colírios que ajudam a reduzir a pressão ocular. Mas o oftalmologista também pode prescrever medicamentos para tomar via oral com a mesma função.

Cirurgia - os procedimentos cirúrgicos possíveis são a terapia a laser e a drenagem. O objetivo dos dois é desobstruir os dutos oculares para diminuir a pressão.

Referências


PP-PCU-BRA-0422 - Fevereiro/2021