O que é?

Dor neuropática é uma dor que vem de problemas com a trasmissão de sinal do nervo, que pode estar danificado, disfuncional ou ferido. Geralmente, é crônica, grave e resistente a analgésicos comuns. Medicamentos para dor comuns como anti-inflamatórios sem esteroides, normalmente não são considerados eficazes em tratamento da dor neuropática. Dor neuropática crônica é relativamente comum.

Diferença entre fibromialgia e dor neuropática

Apesar de causarem muita dor no paciente, a principal diferença entre a fibromialgia e a dor neuropática é que a segunda ataca áreas específicas do corpo, ao contrário da fibromialgia que provoca dor generalizada. Geralmente, o problema está associado a doenças que atingem o sistema nervoso central, que é composto pela medula espinhal, e o cérebro e os nervos periféricos. A dor neuropática pode ser causada por alguns fatores, como alcoolismo, acidentes que afetam a coluna vertebral, fraturas e doenças infecciosas.

Tipos de Dor Neuropática

Mononeuropatia - quando somente um trajeto nervoso está comprometido pela doença, a dor é bem localizada, podendo afetar um lado do corpo ou da região (por exemplo, um lado da perna, do tórax, da face). Às vezes, mais de um nervo pode estar envolvido, causando dores em mais de um segmento do corpo (mononeuropatia múltipla).

Polineuropatia - quando vários nervos estão alterados ou danificados, a dor aparece de forma generalizada, podendo, por exemplo, surgir no tronco, braços e pernas ao mesmo tempo.

Fatores de Risco

Doenças infecciosas - causadas por bactérias ou vírus que podem afetar os nervos pela liberação de toxinas ou pela degeneração provocada pela presença do microrganismo.

Traumas - acidentes, fraturas ou cirurgias podem causar lesões nos nervos que levam a dores agudas, de grande intensidade, no período pós-operatório. Essas dores podem se tornar crônicas caso não sejam tratadas adequadamente.

Diabetes mellitus - na fase degenerativa, a doença pode lesar a capa que reveste os nervos (chamada de "bainha de mielina"), provocando a chamada neuropatia diabética.

Alcoolismo e deficiência nutricional - afetam a função nervosa de forma significativa, podendo causar o desenvolvimento da dor neuropática.

Prevenção

Embora a prevenção da Dor Neuropática não seja possível, algumas coisas podem ser feitas para melhorar a qualidade de vida, tais como:

Exercícios físicos - converse com o médico sobre a possibilidade de começar a fazer exercícios físicos, pois eles podem ajudar a diminuir as dores. É muito importante seguir o ritmo do seu corpo e não exagerar durante a prática.

Acompanhamento psicológico - uma doença que afeta tanto a qualidade de vida não é algo fácil. Procure um psicólogo para conversar sobre a situação.

Sinais e Sintomas

Os sintomas da dor neuropática são diferentes dos outros tipos de dor. Os sintomas são, geralmente, descritos como agudos, ardentes ou algo como uma "dor quente", como se fosse um choque elétrico que pode ser incapacitante, progressivo e de longa duração.

São eles:

  • Sensação de queimadura;
  • Sensação de choque elétrico;
  • Sensação de pele arrepiada;
  • Sensação de alfinetes e agulhas;
  • Sensação de esfaqueamento;

Se tiver um ou mais destes sinais ou sintomas acima, não significa que você tenha a doença. Mas procure um médico para ter o diagnóstico e o tratamento adequado para o seu caso.

Diagnóstico

O diagnóstico da dor neuropática vem primeiramente com a observação do aparecimento dos sinais e sintomas, seguido de um bom exame clinico neurológico completo. Existem várias ferramentas simples, autoadministráveis e especificas que avaliam a dor neuropática. Elas permitem a identificação desse tipo de dor de uma maneira simples e rápida. Seu médico pode decidir qual o melhor exame de diagnostico baseado em suas dores e histórico familiar

Tratamento

Podem ser usados os seguintes tipos de medicamentos para o tratamento da dor neuropática:

Anticonvulsivantes - diminuem a atividade elétrica dos nervos ou bloqueam as dores por determinadas passagens nervosas. São administrados por via oral.

Anestésicos - diminuem a atividade elétrica dos nervos, reduzindo a sensação de dor. Podem ser administrados por via oral, intravenosa ou peridural (na medula espinhal).

Antidepressivos - estimulam partes do sistema nervoso que impedem a passagem das dores, além de atuar na depressão que geralmente acompanha a neuropatia ou clquer dor na fase crônica. São administrados por via oral. Outros tratamentos:

Cirurgia - para alguns tipos específicos de dores neuropáticas o médico pode indicar algum tratamento cirúrgico no nervo, medula espinhal ou até no cérebro.

O objetivo do tratamento para dor neuropática é a cura da doença ou quando não é possível, o alívio dos sintomas. O controle da dor facilita as atividades diárias, proporciona sono tranquilo, aumenta a capacidade para o trabalho e melhora a autoestima de quem tem a doença

Referências


PP-PCU-BRA-0421 - Fevereiro/2021