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Como lidar com o estresse e o luto relacionados à pandemia

De acordo com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, a pandemia iniciada em 2020 é a pior crise global desde a Segunda Guerra Mundial, e, por causa da disseminação constante de informações,1 inseguranças relacionadas ao problema foram capazes também de afetar a saúde mental da população.

Como continuidade aos conteúdos sobre a pandemia (link com o texto PSN-054), com base no "Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia no Brasil", (www.guiasaudemental.com.br) desenvolvido pela Upjohn - uma divisão da Pfizer e pelo Instituto de Ciências Integradas, hoje aprofundaremos um pouco mais sobre o estresse e o luto causados por essa nova realidade sem precedentes.

 

Estresse constante

Como mencionado, a cobertura da mídia sobre a pandemia tem sido ampla, mas ao mesmo tempo, perigosa à saúde mental da população. Isso porque muitas notícias podem influenciar perspectivas, causar medo e aumentar possíveis sinais de sofrimentos psicológicos.2

Tantas adversidades ao mesmo tempo podem aumentar a ansiedade, causar mudanças no humor, gerar irritabilidade e até alterar o sono, como mencionamos aqui (link para o texto PSN-053).3

Sabe-se que o ser humano, em algum momento, adapta-se a esses estresses, contudo, é possível tomar alguns cuidados para passar por esses momentos com mais tranquilidade:4

  • em caso de sintomas, busque um especialista;
  • organize sua rotina, equilibrando todas as áreas da sua vida;
  • realize atividades físicas;
  • mantenha relações sociais, mesmo que a distância.

 

Luto

Infelizmente, muitas pessoas estão perdendo parentes e amigos durante a pandemia. A realidade é chocante, leva um tempo para ser compreendida, especialmente porque não é mais possível fazer velório como antes e iniciar o processo de aceitação e adaptação à morte.

Isso se torna perigoso à população em geral, podendo gerar Transtorno de Luto Prolongado ou Transtorno de Luto Complexo Persistente, que precisam de cuidado próximo de um especialista.5,6

Para evitar isso, é possível, desde o início, tomar alguns cuidados:

  • desde o momento que o paciente estiver internado, se possível, realize videoconferências para que o contato seja real;
  • compartilhe com familiares cartas ou objetos que lembrem a pessoa que faleceu: isso pode ajudar no processo de luto;
  • com o funeral com número limitado de pessoas, é possível também fazer streaming desse momento, desde que autorizado pelos familiares.

 

Atualmente, vivemos em um momento delicado, por isso toda a sensibilidade e o cuidado fazem a diferença. Diante de qualquer sinal de tristeza constante ou pensamentos negativos, converse com um médico. Se cuida!

Para mais dicas do "Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia no Brasil", Confira aqui!

 

Referências bibliográficas:

1. Jung SM, Akhmetzhanov AR, Hayashi K, Linton NM, Yang Y, Yuan B, et al. Real-time estimation of the risk of death from novel coronavirus (COVID-19) infection: inference using exported cases. J Clin Med. 2020 Feb 14;9(2):1-10. doi: 10.3390/jcm9020523.

2. Ho CSH, Chee CYI, Ho RCM. Mental health strategies to combat the psychological impact of COVID-19 beyond paranoia and panic. Ann Acad Med Singap. 2020 Mar 16;49(3):155-60. Disponível em: http://www.annals.edu.sg/pdf/49VolNo3Mar2020/V49N3p155.pdf. Acesso em 14 de maio 2021.

3. Hall RCW, Hall RCW, Chapman MJ. The 1995 Kikwit Ebola outbreak: lessons hospitals and physicians can apply to future viral epidemics. Gen Hosp Psychiatry. 2008 Sept-Oct;30(5):446-52. doi: 10.1016/j.genhosppsych.2008.05.003.

4. Brymer M, Jacobs A, Layne C, Pynoos R, Ruzek J, Steinberg A, et al. Psychological first aid - field operations guide. 2nd ed. Washington (DC): NCTSN and NCPTSD; 2006. Disponível em: https://www.nctsn.org/sites/default/files/resources//pfa_field_operations_guide.pdf. Acesso em 14 de maio 2021.

5. American Psychiatric Association. DSM-5: manual diagnostico e estatistico de transtornos mentais. 5a ed. Porto Alegre: Artmed; 2014.

6. World Health Organization. International classification of diseases 11th revision. 11th ed. Geneva (CH): WHO; 2018.

 

PP-ZOL-BRA-0131 - Maio/2021